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Wellington Ivan Lessa
Nós
todos procuramos certas ruas. Procuramos para retê-las ou descobri-las.
Podem ser lugares-comuns: Quinta Avenida em Nova York, Champs-Elysées
em Paris, Avenidas Paulista e Atlântica. Dessa busca,
creio, nasceram o cartão-postal e as fotos do turista. Com as viagens
caras e, agora, também perigosas, no ar e em terra, há uma
outra e mais modesta alternativa para quem quer se aventurar por outras
terras, ou, como vinha dizendo, certas ruas. A postos,
pois, internautas, façam suas malas e queiram dirigir-se para o
seguinte admirável portão de embarque eletrônico:
www.ruavista.com. Ele é
exatamente o que o nome indica e o subtítulo completa: ruas vistas,
sinais das cidades. Explora ruas e a vida urbana, seu visual, arquitetura
e até mesmo grata surpresa seus sons. Ajuda-nos,
pois, a decifrar as cidades. O sítio
é mantido e administrado por Marc Voelckel, francês criado
em Paris, com passagem por Portugal, Belém do Pará e Rio
de Janeiro, um grandmaster entre webmasters, ou grão-mestre da
rede (dita Net), diria eu traduzindo o que me foi possível. O sítio
é acolhedor e farto. Oferece conexões para 200 outros sobre
ruas e cidades. Possui correspondentes, revista com artigos e reportagens,
exposições, um fórum onde o internauta pode expor
fotos de sua rua e, assim, participar de concurso com prêmios. Entre lá,
companheiro, ou companheira, e confira as lojas de Paris de 1900. Ou a
história visual de como nasceram e se desenvolveram as placas de
rua da mesma cidade. É ufanista? Não tem problema. Lá
está, em várias páginas, com fotos que não
acabam mais, um passeio completo pelo Minhocão, de
São Paulo. Ou o Rio comemorando a conquista da Copa. Deliciosa
é uma exposição (essa a única palavra) sobre
motéis cariocas. O som, ou
áudio, do sítio é outra viagem: um mercado em Jacarta,
uma praça no Cairo, parada no Canadá, casa noturna em Beirute,
músico de metrô em Bucareste. Aguardo,
pressuroso, as ondas se quebrando no Arpoador. Imagens
e sons das cidades do mundo Para além
dos carros, dos prédios quase todos parecidos uns com os outros,
o que fica na memória do viajante depois de deambular por uma cidade
anteriormente desconhecida são pequenos detalhes que a individualizam
e a fazem guardar na memória, como os sons, os cheiros, as luzes,
os letreiros, as lojas e sobretudo as pessoas. São
esses pormenores mínimos que fazem com que seja possível
observar imagens tão belas sobre uma cidade como São Paulo,
que é muitas vezes considerada como um inferno na terra, na publicação
online Ruavista. Esta espécie de revista é assim indicada
para todos os amantes de paisagens urbanas. Para além
de São Paulo, é ainda possível ver exposições
virtuais sobre cidades mediterrânicas e ouvir os sons de um mercado
do Cairo, das ruas comerciais de Beirute ou do centro histórico
de Bruxelas. Os fotógrafos amadores e profissionais podem também
enviar imagens das suas metrópoles preferidas. Um recurso
importante para o turista acidental do século XXI é o guia,
onde estão indicados cerca de 200 sites sobre ruas e cidades de
todo o mundo, para além de uma bibliografia relativa aos centros
urbanos mais importantes. Por Raúl
Manrupe ¿Busca
alcantarillas de Londres? Hay. Marquesinas de Nápoles, también.
Y carteles de Moteles californianos. Y carteles de PICA y PICA de Buenos
Aires. Ruavista
es un sitio que puede llevar largos minutos de recorrido y búsqueda
placentera. When was
the last time a tourist along Rome's Appian Way stopped to smell the sewers?
Strange as it may seem, that's the sort of sightseeing endorsed by Marc
Voelckel, webmaster of Ruavista ("street views" in Portuguese).
His rule of thumb for travel is simple: when in Rome (or any other city),
don't be seduced by flashy, touristy landmarks (i.e., pointy obelisks,
cracked coliseums, et al). Instead, absorb the earthy sights, smells,
and sounds of a city's alleyways and back streets. Often overlooked, street
signs, public toilets, manhole covers, graffiti, and aging doorways offer
an intimate and real experience for the adventurous traveler. Check out
the spectacles found along the humble pathways of Hanoi, La Paz, and Naples.
One glance at the street life of Los Angeles or San Francisco will tell
you more about their respective vibes than any travel guide. This site
won't appeal to those who prefer sanitized guidebook versions of city
tours, but if you want to know how the other half really lives, these
uniquely urban impressions can show you the road less traveled. by Kim Gilmour The signs
and graphics of urban street life are well highlighted in Marc Voelckels
charming website. Everywhere you look, there is art: on the ground and
on the walls there are everyday shapes, sounds, forms and words crying
out to be captured and presented in an entirely fresh light. Marcs
work embraces this concept, and his website also includes photography
from other artists and contributors, primarily focusing on famous urban
areas: New York street lights, photos of Londons manhole covers,
Parisian bakeries, and a comprehensive magazine section. This section
includes a piece on Brazilian street life, and a brief essay on the Surrealists
obsession with street imagery which served to elevate what was normally
seen as benign to something frighteningly powerful, or beautiful. Writes Marc:
I try as much as possible to banish the apathetic and bored gaze
on the street and to keep the eye attentive, in order to distract myself
with the infinite variety of forms, colours, sounds and odours that it
offers. 21 de junho
de 2002 Ami fasciné
par la ruralité, inutile de se pencher sur ce site, totalement
dévoué à la ville, l'urbanisme, la richesse graphique
«du monde de la rue», comme l'explique son auteur Marc Voelckel,
qui «habite neuf mois de l'année au Brésil et trois
mois à Paris». La rue donc,
en images, «celles des affiches, des devantures de boutiques décorées
ou des panneaux de signalisation», et en mots, «les enseignes,
les graffiti, les pubs ou les noms de rue». Les rues, les villes,
puisque il ne s'agit pas que de Paris, mais aussi de Rio, São Paulo,
Istanbul, Londres. Bientôt, Cologne, Porto, Buenos Aires et New
York. Un choix
un peu curieux, mais, ajoute l'auteur, «je ne photographie que les
villes dans lesquelles j'ai habité ou celles où je connais
quelqu'un prêt à m'aider à déchiffrer ses rues».
On l'aura compris, le tout est assez urbain, vu que l'auteur aime la rue,
parce qu'elle est une «superposition dans le temps et dans l'espace
d'histoires et de destins». A voir aussi
une revue mensuelle, l'OEil de la rue, des liens, une biblio et un lieu
d'expos. A la longue, l'idée de promouvoir une nouvelle forme de
tourisme urbain - en ne cherchant pas le «monument», mais
le «banal et le quotidien» - pourrait déboucher sur
l'édition de guides de voyages spécialisés. janvier
2003 Images
et mots de la rue par Marie
Juliet Temps fort
de ce site original lancé au printemps dernier: "L'Oeil de
la rue", la revue mensuelle en ligne du site qui comporte quatre
rubriques. la chapitre "Archéologie graphique" s'interroge
par exemple sur ce que les signaux graphiques du passé (enseignes
peintes, plaques de rues, murs réclames) nous apprennent de la
vie quotidienne des habitants. La rubrique
"Tourisme urbain" fait encore plus voyager l'internaute en lui
livrant des clefs pour la compréhension du mode de vie et de la
culture de chacun des pays visités. On apprend qu'au Brésil,
où le commerce est roi, les rues sont inondées de prospectus
publicitaires -annonces de voyantes, d'organismes de crédit, d'usuriers
en tous genres - qui laissent transparaître les difficultés
de la vie quotidienne. A Buenos Aires, les publicités clouées
sur les arbres jouent le même rôle. Le site est
constamment enrichi, avec des articles récents sur Bruxelles, Strasbourg,
Hong Kong (portrait graphique de la ville), Macao (l'héritage portugais
à travers le graphisme de rue). Et bientôt suivront Istanbul,
Beyrouth et New York. cette diversité s'explique par un réseau
de correspondants disséminés sur les différents continents
et que l'on pourra bientôt contacter par mail. L'internaute
peut aussi suivre la manière dont artistes, écrivains, poètes
et musiciens perçoivent et vivent l'univers de la rue en consultant
le chapitre "Regards", consacré notamment aux surréalistes.
L'occasion d'apprendre que, pour ces derniers, la rue était un
champ d'expérimentations, une "quête du sentiment merveilleux
du quotidien", comme l'écrivait Louis Aragon. L'espace
interactif de Ruavista s'adresse enfin à tous les internautes qui
veulent contribuer à l'enrichissement du site. On y trouve des
sujets de photographes amateurs ou professionnels sur les rues de Californie,
de Varsovie ou de Montréal, en passant, en passant par celles d'Hanoi
ou de São Paulo. On y découvre aussi des extraits sonores
représentatifs de tranches de vie (marché aux oiseaux à
Jakarta, souk Khan el-Khalili au Caire, marché des artisans à
Bamako), enregistrés et proposés par des internautes. En
ligne encore, une bibliographie et un annuaire de liens (cent cinquante
recensés) ayant tous pour thème la rue et la ville. Disponible
en anglais et en français, le rubriquage du site peut paraître
compliqué. Il est heureusement servi par une illustration de qualité
et un graphisme très agréable. November
15, 2002 -- Volume 8, Number 45 by Max Grinnell Over the
past few decades, the role and function of "the street" in urban
life has been reinvigorated as numerous scholars, policy makers, and urbanites
have chimed in with their impassioned feelings and ideas on the subject.
Marc Voelckel has provided his own site, Ruavista, to explore the diversity
of street life and public culture, and, as he states, "Ruavista seeks
to organize this richness and to share it with the greatest number of
people worldwide and strives to promote a new form of urban tourism based
upon visiting ordinary streets and paying attention to details rather
than famous spots and beautiful architecture." The site itself features
photographic essays from photographers (professional and amateur) around
the world, including Paris, San Francisco, and Rio during the World Cup.
Additionally, the Street Sounds section has a host of audio clips featuring
the local sounds of such locales as a bird market in Jakarta, the call
to daily prayer in Mali, and a panpiper in Bucharest. For those who love
urban places and visual culture, this site will be one to visit over and
over again. Web Watch
Jack Schofield
Ruavista
- it means "street views" in Portuguese - is a site devoted
to street life and "signs of the city". Examples include posters,
decorated shop windows, road signs, graffiti, posters and plaques. The
webmaster, Marc Voelckel, reckons these provide more insight into real
cities than the monuments and tourist landmarks found in guidebooks. The
result is both interesting to look at, and involving, because everyone
should feel they can contribute photos. To encourage participation, there's
a Photo of the Week section, and the site is holding a photo contest,
which closes on December 30. Site star
du numéro de septembre 2002 Propos recueillis
par Magali Rangin Quand
avez-vous créé Ruavista et dans quel but? Comment évolue-t-il? Ruavista
est en ligne depuis le 8 avril 2002, après cinq mois de préparation.
Il trouve son origine dans un projet commun avec mon cousin, Sami Boularès:
une banque d'images de graphisme de rue destinée à un public
professionnel. Depuis, chacun a fait évoluer le projet de son côté
et j'en suis arrivé à Ruavista: une interface entre le monde
de la rue et les internautes. Je souhaite promouvoir une nouvelle forme
de tourisme urbain. Ruavista pourrait alors être prolongé
par la publication de guides de voyage spécialisé. Une banque
d'images spécialisée est une autre possibilité de
développement. Qui est
votre hébergeur? Je suis chez
Amen. Ils ont un bon support, indispensable pour un débutant comme
moi et des tarifs intéressants. J'en suis globalement satisfait. Comment
vous êtes-vous fait référencer? Manuellement.
J'ai d'abord contacté les principaux moteurs et annuaires francophones.
Puis les annuaires et portails spécialisés dans l'urbanisme
et l'architecture. J'ai par ailleurs contacté la presse et les
gens potentiellement intéressés (architectes, universtaires,
graphistes, éditeurs...). Le référencement est une
tâche ardue et prend beaucoup de temps. Aussi, il ne faut pas se
précipiter et attendre la version définitive du site. Comment
alimentez-vous votre site? Je suis l'auteur
de la plupart des photos et de tous les articles du site, mais j'encourage
mes visiteurs à y contribuer. Une partie du budget est réservée
à des voyages dans différentes villes du monde. J'ai déjà
publié des articles sur des villes sud-américaines et européennes.
je compte dans un délai d'un an publier des articles sur une ville
africaine, une asiatique et une nord-américaine. Combien
de temps y consacrez-vous? J'y consacre
entre 30 et 40 heures par semaine, sans compter les recherches en bibliothèque
et sur internet ainsi que les prises de photos nécessaires. Ruavista
asegura que lo interesante está en las calles, promoviendo así
un tipo de "turismo urbano". Recórralo con tiempo porque
tiene fotos, sonidos, historias y enlaces que valen la pena visitarlos. By Cecilia
Leung Famous landmarks
as suggested by travel guides often won't give you a real feel for a place.
Most people believe that and so does this website. Ruavista - Portuguese
for "street scenes" gives lovers of cities a taste of urban
centres around the world through street images and sounds - files of smells
aren't technically possible at the moment. So you can flick through a
photo essay of road signs in California or advertising on trees in Buenos
Aires. Or you can listen to a panpiper in a subway in Bucharest or birds
at a market in Jakarta. If only there were accompanying maps to provide
some geographical context to it all - where exactly are those walls in
Paris that Claire Grover has photographed? The website operates mainly
through the contributions of others so feel free to do so. In December,
Ruavista features London, Hong Kong and Tirana. Cool Site
of the Day 28 de novembro de 2002 Ruavista
explores city streets and urban life through all kinds of signs: street
graphics, architecture, street sounds. Put simply, a fantastic resource
for urban photography. Visual links.
Ruavista (via exploding fist) is subtitled 'Signs of the City,' which
doesn't really do it justice. Here is a monumental, and highly personal,
reference work, a compilation of urban imagery new and old from around
the globe. Parisian postcards from the turn of last century jostle with
contemporary visits to La Paz and clickable walks through São Paulo.
The graphic city sections take you on a more detailed tour through shop
signs, manhole covers and the other unfamiliar objects of urbanity. Tonight I've
happened upon the most wonderful site I've seen in a good long while. Rua Vista
is a photo site organised in Rio de Janeiro and dedicated to the love
of the stroll and the uncanny little punctums that turn up along the way.
While I've certainly come across plenty of sites with this sensibility
in mind (and I could never find enough of them) this one is extraordinarily
cool not only in its Latin American centricity but the author's and contributors'
often quirky sense of consistency - love hotels in Rio, Tree adverts in
Argentina, uncannily deserted streets one morning in Sao Paulo, 150-year
old painted signs persistently painted along the brick walls in Paris,
and photos filed as documents of Rio's Rocinha favela, but tellingly shot
from the eagle-eye of one of the neighbouring mountains (quite probably
the quite tourist friendly hills of Santa Teresa). And finally,
the short video Cruel en el carto by Argentine documentarian Raul Manrupe
is a touchingly sad, yet defiantly ridiculous tour of billboards, fetishes,
and propaganda in Buenos Aries. Who'da thought
dry typology could be this amusing. Artnotes
by Ariana French: an arts and art history weblog Ruavista:
Signs of the City focuses on art in the urban environment - in the form
of signs, streets, and anything we might encounter in a city stroll. I
love the author's philosophy: "I try
as much as possible to banish the apathetic and bored gaze on the street
and to keep the eye attentive, in order to distract myself with the infinite
variety of forms, colors, sounds, and odors that it offers. I also try
to heighten my curiosity for the history of a city, its culture, its structure,
and the way of life of its inhabitants as revealed by the innumerable
signs that the street harbors." Cities slicker
Like most
artists, such types claim to love daffodils, lonely cloud wandering and
secluded sheds surrounded by cowshit. 'Ya boo sucks to the skyscrapers,'
they rasp from their damp-ridden garrets. But for me,
life outside the much-maligned cities can get just a little bit dull.
Thankfully, Ruavista is sufficiently fantastic to start tipping the balance
the other way. It's also one of the best sites I've seen in ages. |
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